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Você não pagará nada por isso
No mercado de visualização arquitetônica, entregar um bom render deixou de ser suficiente para garantir reconhecimento e estabilidade. Profissionais que desejam viver de Archviz precisam dominar a arte da precificação de forma estratégica — e não apenas intuitiva.
Cobrar pouco demais transmite a imagem de amadorismo. Cobrar além do que o cliente enxerga como justificável pode afastar boas oportunidades. A questão central não é simplesmente “quanto cobrar”, mas sim como comunicar e sustentar o valor que você entrega.
A seguir, apresento os pilares fundamentais para estruturar uma política de precificação sólida no Archviz.
1. O preço deve refletir o valor percebido
Você não vende apenas uma imagem renderizada. O que está em jogo é tempo, conhecimento técnico, narrativa visual, direção de arte e experiência acumulada.
Clientes profissionais buscam três elementos principais:
Qualidade visual consistente;
Cumprimento rigoroso de prazos;
Um processo estruturado e previsível.
Quem entrega esses pontos não precisa competir em disputas de preço.
2. O uso final define o peso da imagem
O valor de um render varia de acordo com sua aplicação. Uma imagem criada para aprovação de um projeto residencial privado terá peso distinto em relação àquela utilizada por uma construtora em campanhas de lançamento. Neste último caso, o impacto comercial é muito maior — e a precificação precisa refletir essa responsabilidade estratégica.
A pergunta-chave é: “Qual será o uso desta imagem?”
3. Conheça seu custo-hora, mesmo cobrando por projeto
O ideal é trabalhar com valores fechados por projeto. Ainda assim, é indispensável conhecer seu custo-hora para assegurar sustentabilidade.
Esse cálculo deve considerar tempo de criação, revisões, reuniões, softwares, equipamentos, impostos e pós-produção.
A partir do ponto de equilíbrio, entra a margem de lucro — o que garante previsibilidade financeira.
4. Estruture pacotes de entrega
Organizar diferentes níveis de serviço ajuda a educar o cliente sobre o valor agregado. Um modelo prático pode incluir:
Essencial: 1 vista, iluminação básica, mobiliário genérico;
Profissional: 2 vistas, direção de luz e pós-produção completa;
Premium: 3 vistas, ambientação detalhada e narrativa visual.






